Comecemos pelo significado da palavra “vocação”, esta palavra vem do verbo latino “vocare” que significa chamar. Logo podemos concluir que a vocação é um apelo, chamamento.
Podemos também dizer que é algo ou alguém que nos chama, provoca. E a este chamamento tem que se responder com uma opção, um caminho.
Até aqui, tudo bem… até nem parece difícil.
Mas agora é que começam as questões. Vejamos por exemplo quais as questões que se levantam, falando de vocação, no âmbito religioso.
1 – Existe mesmo uma vozinha interior que nos diz o que somos e o que devemos fazer?
2 – Muitas vezes dizemos que temos ou não vocação para algo, então a vocação é algo que se tem? Ou é algo que se é?
3 – Mas afinal a vocação é uma opção ou uma predestinação?
4 – E qual a ligação da vocação com a profissão? E a ligação da vocação com a vontade de Deus? E se existe como é que eu a descubro?
5 – Quantas vocações existem? E é só para alguns ou é para todos?
Como podem ver são várias as perguntas que se levantam. Afinal não parece assim tão fácil falar de vocação.
Comecemos então por ver a resposta que a bíblia nos dá, a algumas destas questões.
Na bíblia, o antigo testamento está cheio de narrações de experiencia vocacional, e vejamos já uma das grandes personagens do antigo testamento, Abraão.
O texto diz que Deus “disse” e ele “ouviu” (a tal vozinha interior) “deixa a tua terra… e vai. Farei de ti… uma grande nação”
Encontramos o primeiro ponto em comum de todas as vocações: deixar algo e partir.
Para muitas pessoas esta consequência de deixar algo é muito negativa, pois só pensam no que estão a perder e não no que estão a adquirir.
Outros exemplos são as histórias de vocação dos apóstolos, as famosas passagens do “Vem e segue-Me”, “Vinde e Vede” e “Deixa as redes e segue-Me”.
Nos textos bíblicos encontram-se sempre três elementos base: “deixar” uma situação, “assumir” uma missão, “viver” uma aliança.
E para perceber estes três elementos é preciso entender esta Aliança como uma relação interpessoal, numa estrutura de diálogo.
Outro aspecto que preocupa as pessoas é pensarem que estes chamamentos são mecânicos, exigências impostas e já predestinadas, mas é bom salientar que Jesus movia-se num ambiente de liberdade e começando muitas vezes estes chamamentos com a expressão: “Se queres…”
Por isso não tiremos conclusões precipitadas, mais para frente abordaremos este tema para esclarecer possíveis dúvidas.
Para já, ficamos por aqui…
Algumas perguntas para esta primeira parte:
Porque existimos?
O que é a vida?
Não procures uma definição de dicionário, mas sim, o que realmente pensas.
Se tens dúvidas já sabes, coloca um post ou então envia um email para o endereço: jmc.tiago@gmail.com
Pensem durante esta semana, pois para a próxima semana há mais…
Um beijo e abraço para todos…



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